Mais uma edição do Entrevista no Crônicas e trago também um entrevistado que eu já havia anunciado no Twitter.
Aliás, se quiserem seguir meu perfil por lá é só clicar no link ao lado: @LucianoFCoimbra
O entrevistado da vez é Franklin Berwig, jornalista e que hoje atua na Rádio Guaíba de Porto Alegre.
Franklin nos conta um pouco de sua carreira e também fala sobre as redes sociais e seu blog.
Apreciem a entrevista que está abaixo.
Luciano Coimbra: Como foi a tua escolha e o início na carreira de jornalista?
Franklin Berwig: Era a maneira mais fácil de um gordo participar do futebol.
LC: Trabalhar no rádio sempre foi tua preferência?
FB: Não foi obsessão, não. Até hoje, não é. Gosto do jornalismo esportivo como um todo, com uma torcida de nariz, de leve, para algumas coisas na TV. Estagiei em TV e não me adaptei.
LC: O esporte entrou por acaso na tua carreira ou ele já fazia parte da tua vida antes mesmo da profissão?
FB: Fui para o Jornalismo para ficar mais perto do futebol. Se não fosse possível, tentaria Educação Física ou, talvez, curso de Maria Chuteira.
LC: Como tu vês o futuro da profissão de jornalista com a força que têm as redes sociais e a internet?
FB: As redes sociais e a internet são um campo quase infinito para atuação do jornalista, permitindo que ele se torne, sozinho, seu meio de comunicação. Se o sujeito trabalha bem, pode veicular isso sem estar vinculado a uma grande empresa jornalística. Isso só irá se aprofundar, o que é ótimo.
LC: Dentro dos plantões esportivos, alguma situação inusitada ou engraçada já ocorreu contigo?
FB: O plantão sempre quer dar a informação completa do gol, com autor e tempo dele. Certa vez, me atrapalhei com o tempo de um jogo que estava acompanhando apenas pelo Twitter. Informei um gol aos 30 minutos do segundo tempo e, uns 10 minutos depois, informei que já estava nos acréscimos. O narrador Marco Antônio Pereira percebeu e tirou um justo sarro no ar, do tipo: "Não tá legal esse teu cronômetro. Bora trocar!" Mereci. Outra vez, foi como escuta de jornada. Informei o plantão Cléber Grabauska de um gol da Ulbra contra o Novo Hamburgo no Vale dos Sinos. Disse a ele: 1 a 0 Ulbra. Mas, na verdade, já era o gol do empate: perdi o gol do Novo Hamburgo. Aí o saiu gol do Novo Hamburgo e tive de informar ao Cléber que já estava 2 a 1. Ele me olhou com uma cara de reprovação, pedi desculpas e, no estúdio, estava o Mauro Galvão para uma entrevista. O zagueirão riu muito da minha falta de jeito. Tem uma outra que foi aqui na Guaíba, num dos primeiros plantões na casa. Eu não conseguia achar informações sobre um jogo do Juventude contra o Tupi pela Série C: não estava conseguindo conectar a Rádio Caxias. De repente achei o que parecia ser um acompanhamento minuto-a-minuto, com gol do Tupi. Chamei o narrador Orestes de Andrade e informei o gol. Instantes depois, percebi que era o minuto-a-minuto de um Ju x Tupi do ano anterior: o jogo ainda estava 0 a 0. Aproveitei o giro do placar que veio em seguida para "anular" o gol do Tupi. O Jornalismo é uma mentira, eheheh
LC: Nos momentos de lazer, quais tuas opções para descontrair?
FB: Assistir a programas de entrevista em talk shows de humor, shows de stand up e produzir minhas próprias coisas nesse sentido. Mantenho um site (risobol.blogspot.com.br) e uma página na Face (facebook.com/risobol) para mostrar minhas abobrinhas. E brinco com a cachorrada. Tenho vários. Uns 15% dos cães de Porto Alegre moram no meu apartamento.
domingo, 7 de junho de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Entrevista no Crônicas - Eduardo Gabardo
Mais uma edição do Entrevista no Crônicas e como eu anunciei para vocês pelo meu perfil no Twitter (@LucianoFCoimbra) trago nesta edição uma entrevista com Eduardo Gabardo, jornalista que atualmente trabalha no Grupo RBS.
Gabardo irá nos contar um pouco da sua trajetória e também nos conta como foi trabalhar nos bastidores da Copa 2014.
Curtam abaixo a entrevista que fiz com ele.
Luciano Coimbra: Como foi a tua escolha e o início na carreira de jornalista?
Eduardo Gabardo: A escolha foi tranquila, sempre gostei de futebol e jornalismo. Poder unir as duas coisas foi gratificante. No início tive a sorte de conseguir começar a trabalhar cedo, aos 18 anos na Rádio ABC, na época sediada em Campo Bom (hoje o estúdio fica em Novo Hamburgo). Em 1994 trabalhei em quase todos os jogos do 15 de Novembro e do Novo Hamburgo na segunda divisão. Foi um grande aprendizado. Depois foram 4 anos na Bandeirantes, mais 4 anos na Guaíba e estou desde 2002 na Rádio Gaúcha.
LC: Trabalhar no rádio sempre foi tua preferência?
EG: Gosto muito de rádio, mas também dos outros veículos. Nesse período tive chance de fazer tudo. Na Bandeirantes e Guaíba trabalhava também na TV. Na RBS tive grandes oportunidades. Em várias viagens internacionais fiz matérias para os jornais do grupo. Na Copa de 2010 entrava diariamente na RBS TV. Em 2013 e 2014, quando morei no Rio de Janeiro, trabalhei para todos os veículos da empresa (rádio, jornal, tv e sites).
LC: O esporte entrou por acaso na tua carreira ou ele já fazia parte da tua vida antes mesmo da profissão?
EG: O esporte sempre fez parte da minha vida. Até hoje gosto de praticar esportes, e quando posso, jogo futebol com os amigos.
LC: Ser escolhido para coordenar a equipe de repórteres que atuou na cobertura de eventos relacionados à Copa do Mundo do Brasil e comandar o programa No Mundo da Copa, no ar desde 2010 foram os desafios mais difíceis da tua carreira?
EG: Acho que tive grandes desafios na carreira. O jogo da paz no Haiti em 2004, a cobertura em Congonhas do acidente com o avião da TAM em 2007, quando voltava da Copa América da Venezuela, a primeira Copa na África em 2010, coberturas internacionais em lugares inusitados e difíceis como Gabão e Omã... a permanência no Rio por quase 2 anos foi super importante, pois além da parte jornalística cuidava das questões institucionais com a FIFA, quando comecei a observar mais atentamente o funcionamento da entidade, hoje envolvida em escândalos de corrupção.
LC: Nos momentos de lazer, quais tuas opções para descontrair?
EG: Encontrar os amigos e familiares, churrasco, cinema, leitura e praticar esportes.
Gabardo irá nos contar um pouco da sua trajetória e também nos conta como foi trabalhar nos bastidores da Copa 2014.
Curtam abaixo a entrevista que fiz com ele.
Luciano Coimbra: Como foi a tua escolha e o início na carreira de jornalista?
Eduardo Gabardo: A escolha foi tranquila, sempre gostei de futebol e jornalismo. Poder unir as duas coisas foi gratificante. No início tive a sorte de conseguir começar a trabalhar cedo, aos 18 anos na Rádio ABC, na época sediada em Campo Bom (hoje o estúdio fica em Novo Hamburgo). Em 1994 trabalhei em quase todos os jogos do 15 de Novembro e do Novo Hamburgo na segunda divisão. Foi um grande aprendizado. Depois foram 4 anos na Bandeirantes, mais 4 anos na Guaíba e estou desde 2002 na Rádio Gaúcha.
LC: Trabalhar no rádio sempre foi tua preferência?
EG: Gosto muito de rádio, mas também dos outros veículos. Nesse período tive chance de fazer tudo. Na Bandeirantes e Guaíba trabalhava também na TV. Na RBS tive grandes oportunidades. Em várias viagens internacionais fiz matérias para os jornais do grupo. Na Copa de 2010 entrava diariamente na RBS TV. Em 2013 e 2014, quando morei no Rio de Janeiro, trabalhei para todos os veículos da empresa (rádio, jornal, tv e sites).
LC: O esporte entrou por acaso na tua carreira ou ele já fazia parte da tua vida antes mesmo da profissão?
EG: O esporte sempre fez parte da minha vida. Até hoje gosto de praticar esportes, e quando posso, jogo futebol com os amigos.
LC: Ser escolhido para coordenar a equipe de repórteres que atuou na cobertura de eventos relacionados à Copa do Mundo do Brasil e comandar o programa No Mundo da Copa, no ar desde 2010 foram os desafios mais difíceis da tua carreira?
EG: Acho que tive grandes desafios na carreira. O jogo da paz no Haiti em 2004, a cobertura em Congonhas do acidente com o avião da TAM em 2007, quando voltava da Copa América da Venezuela, a primeira Copa na África em 2010, coberturas internacionais em lugares inusitados e difíceis como Gabão e Omã... a permanência no Rio por quase 2 anos foi super importante, pois além da parte jornalística cuidava das questões institucionais com a FIFA, quando comecei a observar mais atentamente o funcionamento da entidade, hoje envolvida em escândalos de corrupção.
LC: Nos momentos de lazer, quais tuas opções para descontrair?
EG: Encontrar os amigos e familiares, churrasco, cinema, leitura e praticar esportes.
| Entrevista no Crônicas - Eduardo Gabardo |
segunda-feira, 1 de junho de 2015
A troca de um ídolo por outro.
A saída de Felipão do comando técnico do Grêmio deixou mais um ponto a ser analisado no meio do futebol.
Depois de não contar mais com um dos ídolos da história do clube, a direção tricolor buscou em Roger Machado, ex-jogador do clube e também muito identificado com tricolor, a solução para o baixo rendimento do elenco gremista.
Com um trabalho de qualidade feito no Gauchão 2015, dirigindo a equipe do Novo Hamburgo, Roger ganhou credenciais para realizar seu primeiro trabalho como técnico efetivo do Grêmio.
Em sua outra passagem pelo tricolor gaúcho, Roger era auxiliar do então treinador Vanderlei Luxemburgo e em algumas oportunidades comandou a equipe principal, inclusive conseguindo êxitos em dois Gre-Nais.
Desta vez, Roger surge como uma alternativa mais barata que as especuladas antes de sua contratação e com um requisito que a torcida do clube leva muito em conta: a identificação com o manto tricolor.
Em sua estreia, um empate com sabor de derrota devido aos erros de arbitragem que acabaram por influenciar no resultado da partida.
Por conta de uma medida de "economia", a CBF colocou o árbitro GAÚCHO, Anderson Daronco para comandar a partida em GOIÂNIA.
Qual a economia que tem nisso? Também não consegui identificar...
Mas a participação de Daronco acabou sendo desastrosa, em função de marcações equivocadas e inversão de faltas. e com esses fatos, acabou prejudicando a equipe gremista.
Mesmo com esse contraponto, o elenco escalado por Roger Machado, mostrou mais consistência e intensidade do que em jogos anteriores, quando a equipe era comandada por Felipão.
Uma forma de retalhação pelas declarações do ex-treinador? Não sei, mas que a equipe se mostrou mais empenhada e com mais vigor na partida, isso ficou evidente.
Resta acompanhar a evolução dos comandados do novo treinador e aguardar o retorno de jogadores gremistas que serão reintegrados ao elenco.
Assim saberemos se Felipão poderia ter extraído mais dos seus jogadores ou se aquele rendimento anterior era o limite da equipe.
Depois de não contar mais com um dos ídolos da história do clube, a direção tricolor buscou em Roger Machado, ex-jogador do clube e também muito identificado com tricolor, a solução para o baixo rendimento do elenco gremista.
Com um trabalho de qualidade feito no Gauchão 2015, dirigindo a equipe do Novo Hamburgo, Roger ganhou credenciais para realizar seu primeiro trabalho como técnico efetivo do Grêmio.
Em sua outra passagem pelo tricolor gaúcho, Roger era auxiliar do então treinador Vanderlei Luxemburgo e em algumas oportunidades comandou a equipe principal, inclusive conseguindo êxitos em dois Gre-Nais.
Desta vez, Roger surge como uma alternativa mais barata que as especuladas antes de sua contratação e com um requisito que a torcida do clube leva muito em conta: a identificação com o manto tricolor.
Em sua estreia, um empate com sabor de derrota devido aos erros de arbitragem que acabaram por influenciar no resultado da partida.
Por conta de uma medida de "economia", a CBF colocou o árbitro GAÚCHO, Anderson Daronco para comandar a partida em GOIÂNIA.
Qual a economia que tem nisso? Também não consegui identificar...
Mas a participação de Daronco acabou sendo desastrosa, em função de marcações equivocadas e inversão de faltas. e com esses fatos, acabou prejudicando a equipe gremista.
Mesmo com esse contraponto, o elenco escalado por Roger Machado, mostrou mais consistência e intensidade do que em jogos anteriores, quando a equipe era comandada por Felipão.
Uma forma de retalhação pelas declarações do ex-treinador? Não sei, mas que a equipe se mostrou mais empenhada e com mais vigor na partida, isso ficou evidente.
Resta acompanhar a evolução dos comandados do novo treinador e aguardar o retorno de jogadores gremistas que serão reintegrados ao elenco.
Assim saberemos se Felipão poderia ter extraído mais dos seus jogadores ou se aquele rendimento anterior era o limite da equipe.
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| Roger Machado comandando o Grêmio em Goiânia (Foto: Reprodução RBS TV) |
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